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Augusto: Mórmon.

Oi, eu sou Augusto

Sobre mim

Morei maior parte da minha vida em São Paulo, mas tive a oportunidade de morar por dois anos nos EUA quando criança. Certamente foi um momento bom e importante para minha formação, mas foi no Brasil onde tive as principais experiências que me formaram. Passei minha infância achando que eu tinha a obrigação de gostar de futebol, mas descobri com quase 14 anos que o esporte que eu realmente gostava era basquete. Tive a oportunidade de me formar no Ensino Médio, num curso técnico em eletrônica e no Seminário, todos no mesmo ano. Posso dizer que fiquei aliviado com o fim, mas ansioso para saber como seria a mudança de fase que estava se iniciando. O dia da minha formatura do Seminário foi o mesmo do meu aniversário e o mesmo que recebi o Sacerdócio de Melquisedeque. Foi muito especial ter tudo num dia só. Finalmente recebi meu chamado missionário e estou ansioso para servir. Quando voltar para casa, pretendo fazer uma faculdade de Engenharia Mecânica, estudar em algum outro país por algum tempo e estabelecer minha família nesse meio tempo. Mas creio que o Brasil será meu destino final, após algumas mudanças.

Por que sou mórmon?

Desde que nasci tenho o evangelho em minha vida. Por muitos anos eu fui à igreja porque meus pais me levavam. Eu não duvidava de nada que aprendia porque eu não me perguntava se realmente acreditava nisso. Me batizei com 8 anos pensando estar seguindo o caminho certo inconscientemente. Quando fiz 13 anos, terminei de ler o Livro de Mórmon pela primeira vez e fui contar ao meu pai dessa conquista. Depois de contar, ele me perguntou o que eu sentia sobre aquilo e se segui o conselho de Morôni. Foi então que percebi que eu havia lido o livro inteiro sem prestar atenção, porque eu não sabia qual era o conselho de Morôni (que eu havia acabado de ler) e que eu não sabia se nada daquilo era verdade. Meu pai me disse para voltar ao meu quarto e reler o último capítulo de Morôni. Quando li os versículos de 3,4 e 5, percebi o que eu deveria fazer. Então, me ajoelhei e fiz uma oração. Mas não podia ser uma oração comum. Precisava ser sincera e cheia de desejo de saber a verdade. Foi o que fiz e nunca poderia me arrepender de tê-lo feito. O sentimento que tive foi tão forte e intenso que todas as minhas dúvidas sumiram. Ainda haviam muitas coisas eu eu não entendia, mas, naquele momento, elas simplesmente não faziam a menor diferença. Naquele dia eu pude ter a certeza que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é verdadeira. A partir daí, ainda tive vários momentos de dúvida, mas os momentos de respostas e confirmações eram sempre tão mais fortes e comuns, que as dúvidas eram sempre afastadas. Tenho certeza que nada disso vai mudar. Sei que se eu tiver dúvidas, preciso apenas perguntar a Deus e Ele vai me responder. Sei que Ele me ama e me deu a companhia do Espírito Santo para que eu nunca me sentisse sozinho ou desamparado. Sei que Cristo vive e que Ele pagou por meus pecados. Sei que a conversão é um milagre na vida de cada um e quero ser uma ferramenta nas mãos de Deus para ajudar aos outros a terem a mesma certeza.

Como vivo minha fé

Meu primeiro chamado dentro da Igreja foi de ser primeiro conselheiro dos diáconos, que são os rapazes de 12 e 13 anos. Eu conhecia meus deveres como diácono, mas pela a idade, eu não sabia bem como fazer muitas coisas. Quando fiz 14 anos e fui chamado como conselheiro dos mestres, que são os rapazes de 14 e 15 anos, pude sentir melhor como é servir e cumprir meu chamado. Eu e os outros rapazes dessa idade fazíamos reuniões para decidirmos o que fazer em cada situação. A questão que mais entrava em pauta eram os rapazes de nossa idade que não estavam indo à Igreja. Então passávamos boa parte do tempo pensando em como integrar novamente esses rapazes. Algumas vezes tínhamos sucesso, outras não. Mas pudemos aprender que não devemos desistir de nenhuma alma, porque todos são filhos de Deus e merecem ter conhecimento de como voltar ao Pai, para que assim, elas possam se esforçar junto com a gente para alcançá-Lo. Nessa mesma idade, me tornei um mestre familiar, onde eu e meu companheiro visitaríamos algumas famílias da ala. Acabou que meu primeiro companheiro foi meu pai. Isso foi ótimo pra mim, porque nossos horários sempre batiam, mas, o melhor de tudo, é que pude aprender com meu pai a deixar as mensagens e que, de vez em quando, o mais importante nem é a mensagem, mas sim a visita. A visita é o que torna o momento especial, porque a família pode se sentir bem em saber que existem pessoas que se importam com ela. Muitas vezes, fizemos visitas apenas para escutar. A mensagem estava pronta, mas quem estávamos visitando naquele momento precisava de conforto físico, que foi dado por nós, e conforto do Espírito Santo, que veio através de conselhos e sentimentos. Tenho total confiança que, independente da nossa dificuldade ou provação, o Senhor vai nos abençoar, porque Ele nunca nos dá algo que não possamos suportar. Mas quando sinto que está pesado demais, lembro que Cristo está carregando esse fardo comigo. Assim posso me dedicar a ajudar aos outros como Ele ajudaria.