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Michael: converso, escoteiro, professor, ex-ateu, recomeço, estudante, Mórmon.

Oi, eu sou Michael

Sobre mim

Adoro ler e estudar, o que explica tantas vezes que entrei em uma faculdade. Sou formado em Relações Internacionais, mas já fiz Filosofia, Secretariado Executivo, Logística, e agora estou estudando Artes Cênicas. Com o evangelho de Jesus Cristo, descobri que o conhecimento se apega ao conhecimento, bem como a sabedoria se apega a sabedoria. Descobri recentemente que tenho talento com as artes cênicas e, mesmo depois dos trinta anos, resolvi seguir a carreira artística. Claro que o medo de mudar sempre é constante, mas sou bastante confiante de que as coisas darão certo. Se não derem, parto para outra. Assim sou eu.

Por que sou mórmon?

Conheci a Igreja quando eu era ainda menino. Meus irmãos haviam se convertido e me convidaram para as atividades com outras crianças da igreja. O escotismo era uma dessas atividades. Porém, com o tempo, tive um afastamento da igreja. Vivi um período em que eu não acreditava em nada. Achava que não havia mais nada no universo ou no mundo. Que quando morrêssemos, seria o fim de uma existência. Entrei em uma rota de auto-destruição. Quando olhei para mim, estava sozinho, doente, entregue a uma série de vícios. Nesse momento, lembrei-me da oração. Lembrei-me que eu haveria de me comunicar com o Pai Celestial. Eis que assim eu fiz, pedindo perdão pela minha falta de fé. Foi quando uma série de emoções dos tempos que eu era criança afloraram novamente. Em minha mente, lembranças gostosas de quando eu fui muito bem recebido na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Fui pesquisar e descobri que havia uma ala ao lado de minha casa, mas ignorei de visitá-la. Passaram-se mais alguns meses, anos. Estava eu na faculdade de Relações Internacionais quando um amigo confidenciou que estava namorando uma irmã mórmon. Ele narrou que estava com dúvidas se seguia adiante no namoro, já que os padrões dela eram muito elevados e que o casamento seria inevitável caso ele quisesse seguir em frente com o relacionamento. Eis que eu o aconselhei a investir nesse relacionamento, dizendo que tais padrões elevados dela demonstravam ser ótima coisa. Contei-lhe que eu frequentava a igreja dela quando eu era pequeno. E, curiosamente, ela morava na ala da igreja do lado de minha casa. Então, meu amigo me convidou a assistir as palestras dos missionários junto com ele. Foi quando o desejo de me batizar aflorou. Sempre que me lembro desse período, alegro-me em saber que tomei a melhor decisão de minha vida.

Histórias Pessoais

Como o Livro de Mórmon o aproximou mais de Deus?

Absolutamente, não uma só sentença em todo O Livro de Mórmon que não nos conduza a Cristo. Suas histórias, seus testemunhos, sempre nos leva a crer em um Cristo que nos ama, que escolheu morrer por nós. É um sopro de esperança! E saber que Cristo esteve nas Américas, em meu próprio continente, coloca-me ainda mais perto dele. E mais, saber que o único caminho que me leva ao Pai Celestial é Cristo reforça ainda mais meu testemunho de que estou no caminho certo. O Livro de Mórmon reforça a minha fé ao me ensinar mais histórias de povos que sofreram dificuldades muito semelhantes ao que sentimos em tempos atuais. Trás também advertências do Senhor que podem nos dar orientação não apenas no mundo vindouro, mas para os tempos atuais. Graças ao Livro de Mórmon, hoje oro mais e tenho uma compreensão maior do amor que o Pai tem por mim.

O que vocês estão fazendo para ajudar a fortalecer sua família e torná-la bem-sucedida?

A decisão pelo casamento nunca é uma coisa fácil. Enquanto não aprendemos que somos uma só carne, que o tempo de solteiro acabou, não aprenderemos a gozar das bênçãos que uma vida a dois nos promove. Além disso, cremos que as famílias poderão ser eternas. Por isso, nos ajudamos mutuamente a superar as dificuldades que todo casamento sempre acaba apresentando. Ao olharmos para a eternidade e entendermos que a família permanecerá junta, os problemas se apequenam e deixamos de nos desesperar quando eles surgem. Sempre que um fraqueja, o outro ajuda a se fortalecer lembrando: não perca a perspectiva eterna de nosso casamento.

Reflita sobre suas atividades diárias. Quais são as coisas que você faz diariamente e que não consegue ver o resultado final? Como a fé leva você a agir?

A fé não é um conhecimento perfeito das coisas. Mas é uma sabedoria. Um dom. Quando saímos para trabalhar, não sabemos o que o dia nos reserva. Porém, tendo fé em Cristo, as provações são enfrentadas com mais coragem e força. Ao iniciar um curso, ao recomeçar um trabalho, ao começar a enfrentar um problema, a fé nos é requerida. A fé sempre convida a ação. Eis que com a fé, podemos ter força para mudar, para transformar, enfim, para sempre sermos melhores que ontem.

Como vivo minha fé

Sou professor no Instituto de Religião. Jovens de 18 a 30 anos de idade passam cerca de quatro anos estudando nos Institutos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Sinto que ajudo muito aos jovens diante das imensas provações que eles frequentemente enfrentam em suas universidades, trabalhos ou mesmo início da vida conjugal. Em minha ala, também dou aulas. Até pouco tempo atrás, eu presidia a Escola Dominical. Cumprindo o papel de ajudar aos membros da Igreja a entenderem um pouco mais sobre as escrituras sagradas. Hoje, aguardo ansioso pelo meu próximo trabalho na Igreja. Nós, mórmons, sempre podemos ajudar ao próximo doando nossos talentos e habilidades. Já improvisei um show de comédia em uma Mostra de Talentos, onde todos que desejarem, compartilham seus talentos musicais, artísticos, ou plásticos. Aprendi também a ter uma oratória muito boa e que compartilho com meus irmãos em pequenos cursos sobre como fazer discursos e como preparar uma boa aula.